Garantindo acesso aos medicamentos essenciais através de parcerias estratégicas

Desde o início da pandemia da COVID-19, a maioria dos serviços básicos foi afectada. Com a crescente pressão sobre o sector da saúde, os governos e parceiros tiveram que adoptar soluções inovadoras para reduzir a perturbação da prestação dos serviços e minizar o sofrimento das pessoas.

A VillageReach trabalha com o governo de Moçambique na implementação do programa Cadeia de Abastecimento até à unidade sanitária (LMSC — sigla em Inglês) desde 2018, um modelo eficiente para o transporte de medicamentos e vacinas, em parceria com empresas do sector privado.

Quando o primeiro caso da COVID-19 foi reportado em Moçambique em Março de 2010, o programa LMSC cobria três províncias do país. Com a emergência da pandemia, os papéis e responsabilidades das autoridades de saúde, do nível central ao distrital, o sector privado e os parceiros locais, tornou-se fundamental para conter a propagação da COVID-19, ao mesmo tempo que deviam garantir que as pessoas continuassem a ter acessso aos medicamentos necessários para o seu tratamento.

Com esta preocupação em mente, o Ministério da Saúde (através da Central de Medicamentos e Artigos Médicos), a VillageReach e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), deram seguimento ao seu ambicioso plano de expandir o programa LMSC para mais províncias. De três províncias no início de 2020, o LMSC cobre neste momento 10 das 11 províncias do país — Zambézia, Nampula, Inhambane, Tete, Sofala, Manica, Cabo Delgado, Gaza, Maputo província e Maputo cidade, onde distribui medicamentos essenciais e vacinas para mais de 1,100 unidades sanitárias, permitindo acesso aos cuidados de saúde à maioria de Moçambicanos.

Aníbal Mudumela, Chefe provincial do Programa Alargado de Vacinação (PAV) na província de Inhambane, foi um parceiro fundamental na introdução do modelo LMSC na sua província. Para ele, o forte compromisso e liderança da CMAM, a aceitação do modelo pelas autoridades provinciais de Saúde, assim como a maior colaboração dos governos distritais, foram alguns dos factores que levaram ao sucesso da integração da distribuição terceirizada em curto espaço de tempo.

Baseado em um modelo integrado e terceirizado de distribuição, a introdução do LMSC requeria uma mudança rápida nas práticas e cultura de trabalho dos principais actores ao nível provincial. Os profissionais de saúde não precisam despender mais tempo na gestão de logística de veículos, carregando, descarregando e distribuindo medicamentos, dado que as empresas privadas, com a liderança do pessoal do armazém, estão neste momento encarregues destas tarefas.

“Claro que há sempre desafios ao longo do percurso, particularmente relacionados com a adopção do instrumento de visibilidade de dados para as vacinas (SELV), bem como a harmonização dos ciclos de distribuição das vacinas e medicamentos, mas com a entrega, apoiamos uns aos outros para ultrapassar estes desafios, porque os ganhos deste modelo superam as dificuldades”, explicou Inácio Mbalate, Chefe Provincial do PAV em Nampula.

Apesar dos constrangimentos impostos pela COVID-19, o LMSC conseguiu garantir distribuições contínuas dos medicamentos essenciais e vacinas para as unidades sanitárias. Igualmente, o LMSC assegurou o transporte dos Equipamentos de Protecção Individual nos ciclos de distribuição de rotina, garantindo que os profissionais da saúde da linha de frente possam prover os cuidados de saúde com segurança ao nível das unidades sanitárias, onde a maioria dos Moçambicanos procura os serviços de saúde.

Learn more about:

Programa LMSC

VillageReach

Cadeias de abastecimento integradas: aqui and aqui

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